Mulheres pedem fim da violência de gênero em Porto Alegre

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Texto e fotos: Débora Fogliatto

Neste dia 25 de novembro, comemora-se o Dia Internacional pela Não-Violência Contra a Mulher. Em Porto Alegre, uma marcha da Esquina Democrática ao Palácio da Justiça marcou o início dos 16 Dias de Ativismo, que seguem até o dia 10 de dezembro com atos, palestras, seminários e eventos culturais.

O ato contou com a presença de cerca de cem pessoas e foi organizado por ativistas do Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres, União Brasileira de Mulheres, Coletivo Feminino Plural e Coletivo de Mulheres da Ufrgs.

Após concentração na Esquina Democrática, o protesto seguiu até o Palácio da Justiça, onde foi realizada uma vigília pelas mulheres assassinadas por violência de gênero. Algumas músicas do movimento feminista foram cantadas, como "A nossa luta é todo dia contra o machismo, o racismo e a homofobia", "Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal" e "Se o corpo é da mulher, ela dá pra quem quiser, inclusive outra mulher".

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital.

A jornada surgiu em 1991, quando mulheres de diferentes países estiveram reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, dos Estados Unidos, para debater as formas de violência contra a mulher ao redor do mundo.




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