Facebook e a comunidade LGBT. O que a mídia tem com isso?

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Há algumas semanas o Facebook bloqueou perfis das redes sociais de drags e pessoas trans* porque não estariam se identificando com “seu nome real”. Pois bem, após toda a pressão da comunidade LGBT pelo reconhecimento do uso de nomes sociais, a empresa voltou atrás e ontem emitiu um comunicado pedindo desculpas pelo ocorrido. “Compreendo o quão doloroso que isto foi para vocês”, disse em comunicado a empresa.

Hoje, milhares de sites estão reproduzindo a informação. Algumas reflexões sobre o episódio:

Folha de São Paulo (http://goo.gl/Uns9zE) publicou o episódio em um espaço do site chamado “Estranho!”, que reúne informações difusas como a do indiano que tem o maior bigode do mundo, a  queda do primeiro Iphone vendido na Austrália ou a modelo que fez cirurgia para ficar semelhante a uma boneca Barbie.

Mas além desse “estranho” lugar onde foi publicado o texto, pode-se destacar que a maioria dos sites de notícia, como a própria Folha, reproduziu um texto de agência, que explica que “comunidade transgênero, que utiliza habitualmente um nome que não corresponde ao oficial”. O reforça a dificuldade de pessoas trans* em terem sua identidade aceita, em uma sociedade onde sexo-gênero-desejo precisam estar de acordo com a heteronormatividade.


O reconhecimento da falha pelo Facebook é um alento. Mas as reportagens sobre o tema continuam questionando a legitimidade dos sujeitos em reivindicarem suas identidades. 

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